Visita à AMAR Ebenezer revela a realidade da reciclagem na Ceasa Curitiba 14/10/2026 - 21:16

Conhecer de perto o destino dos resíduos e o trabalho da Associaçao de coletores dentro da unidade ajuda a entender por que a separação correta dos materiais deve começar na origem.
Para onde vão os resíduos recicláveis descartados diariamente na Ceasa Paraná? E o que acontece quando esses materiais não são separados corretamente? Para responder a essas perguntas e aproximar os colaboradores dessa realidade, a Ceasa Paraná realiza, nos dias 14 e 15 de outubro, visitas guiadas à associação de coletores AMAR Ebenezer, na unidade de Curitiba.
A primeira visita ocorreu nesta terça-feira, dia 14, e a programação terá continuidade amanhã, dia 15. A atividade reúne colaboradores de diferentes setores, que têm a oportunidade de conhecer de perto o trabalho realizado pela associação e entender melhor as etapas da reciclagem dentro da central de abastecimento.
Há mais de 30 anos, a AMAR Ebenezer desenvolve esse trabalho na Ceasa Paraná, com apoio da instituição na infraestrutura, nos equipamentos e nas condições de trabalho. Atualmente, 15 trabalhadores atuam de segunda a sábado na separação e comercialização dos materiais recicláveis, atividade que garante renda e sustento para suas famílias.
A proposta da visita é mostrar o que acontece depois que os resíduos são descartados e como as atitudes de cada colaborador interferem nesse processo. Afinal, a reciclagem não começa apenas quando o material chega à associação. Ela depende, acima de tudo, de uma separação adequada na origem.
Reciclagem cresce 475% em cinco anos.


A quantidade de materiais recicláveis encaminhados para reaproveitamento na Ceasa Curitiba passou de 9,6 toneladas mensais, há cerca de cinco anos, para 55,2 toneladas em 2026. O crescimento de aproximadamente 475% mostra a evolução desse trabalho e a importância das ações ambientais desenvolvidas na instituição.
A Ceasa Paraná também avançou na gestão ambiental com a certificação ISO 14001, sendo a única central de abastecimento do Brasil com todas as suas unidades certificadas. Uma grande conquista e um reflexo de uma união de fatores como o  investimento em infraestrutura,  com a construção de ecopontos, e uma mudança cultural, provocada principalmente pela Campanha Ceasa Limpa.   
Entre os materiais recicláveis mais comuns na unidade de Curitiba, estão o o papel e o papelão que representam 72% do total, seguidos pelo plástico, com 24%, e pela sucata, com 4%.
Durante a visita, os participantes puderam entender por que a forma de descartar esses materiais faz tanta diferença. Papelão molhado ou sujo, por exemplo, pode perder valor comercial ou até mesmo deixar de ser aproveitado. A contaminação dos recicláveis dificulta o trabalho de separação e pode gerar custos adicionais.


Outro assunto que despertou a curiosidade dos visitantes foi o carbureto, substância utilizada para acelerar o amadurecimento de frutas como mamão, manga e goiaba.
“Fiquei sabendo que em contato com a água, o carbureto libera um gás inflamável, que pode provocar incêndios. Eu não sabia que o carbureto poderia representar esse risco  tão grande É importante que todos saibam como fazer o descarte correto desse material. É até uma questão de segurança!”, afirmou Amaury, colaborador da Administração.
Por isso, não basta apenas separar os materiais, mas fazer isso corretamente, seguindo as orientações de descarte e mantendo os recicláveis em boas condições e sem contaminações. 
Conhecer para separar melhor
Mais do que apresentar os procedimentos de reciclagem, a visita permite aos colaboradores conhecer a realidade de quem trabalha diariamente com os resíduos gerados na Ceasa Paraná.
Ao acompanhar de perto essa rotina, fica mais fácil perceber que um material descartado de forma incorreta pode dificultar o trabalho dos recicladores, comprometer o reaproveitamento e até representar riscos.


A separação correta começa com atitudes simples, mas que fazem diferença: descartar cada resíduo no local adequado, evitar a contaminação dos recicláveis e seguir as orientações da instituição.
Durante a visita, os colaboradores também puderam observar a movimentação dos materiais, a triagem feita pelos trabalhadores e os diferentes destinos dados aos resíduos. Entre caixas, sacos e fardos, a rotina da associação mostra que cada descarte interfere diretamente no trabalho realizado ali.
Cada resíduo tem seu destino.
Na Ceasa Curitiba, os resíduos são classificados em três grupos, de acordo com sua destinação.
Os orgânicos são encaminhados à Sanepar, onde são transformados em bioenergia, contribuindo para a geração de energia elétrica. Os recicláveis seguem para a associação AMAR Ebenezer, onde são separados e comercializados. Já os rejeitos, que não podem ser reaproveitados, são encaminhados ao aterro sanitário.

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